estreia nesta sexta-feira 26 o filme "Gonzaga - De pai para filho"


Vai ter muito marmanjo querendo esconder as lágrimas ao ver Gonzaga - De pai para filho, cinebiografia dirigida por Breno Silveira (2 filhos de Francisco), que finalmente chega às salas de cinema de todo o Brasil a partir desta sexta-feira. 

 Pensado para emocionar, o filme mostra a relação tumultuada entre Luiz Gonzaga e o filho, Gonzaguinha, na super produção que custou R$ 12 milhões. No ano quem que o “Rei do Baião” completaria 100 primaveras sob o sol do Sertão - e do Rio e de tantos outros recantos do país aonde foi, levando o forró, o xote e outros ritmos nordestinos - é um presente para o público, pela fidelidade com que a trama é construída, pela roupagem musical, pelo registro da “intimidade” de um ídolo.

Gonzaga, o pai, é retratado em três fases no filme: pelo ator Land Vieira, dos 17 aos 23 anos; pelo sanfoneiro Chambinho do Acordeon, dos 27 aos 50 e Adélio Lima, na casa dos 70 anos. Já a evolução da vida de Gonzaguinha é experimentada por Alison Santos (10 aos 12 anos); Giancarlo di Tommaso (dos 17 aos 22) e Júlio Andrade (dos 35 aos 40). 


 É justamente a interpretação do gaúcho Júlio Andrade uma das que mais impressiona. Em alguns momentos do filme difícil é saber onde começa a ficção e termina a realidade, tão fiel é a caracterização e a entrega. Ele conta que trava uma relação com a música de Gonzaguinha desde pequeno. 

“Meu pai escutava muito na vitrola. Quando ele cantava à capela e arrepiava o braço, me mostrava aquilo. Era menino e não entendia, mas ficava impressionando. Nunca deixei de escutar, mesmo depois do filme”, admite Julinho, que já esteve na pele de outro ícone da MPB, o baiano Raul Seixas, para especial da Globo. “Faço uma analogia entre meus papéis e fazer uma viagem. Você sempre volta transformado. Eu já era muito fã de Gonzaguinha e agora sou mais ainda. Aguçou minha vontade de ser pai, deixei de ser menino e virei homem”, compara.

 Adélio Lima, 40 anos, precisou engordar 10 quilos para convencer como Gonzagão aos 71. Também passava por sessões de maquiagem que duravam cerca de três horas. O ator e agente cultural caruaruense, que desde 2009 mantém um espetáculo sobre o Velho Lua no Agreste, nunca tinha dedilhado uma sanfona antes do longa e chegou a ser descartado pela produção num primeiro momento. “Ele voltou mais gordo e fez um teste brilhante”, conta Breno Silveira.

Uma das cenas mais interessantes e dramáticas de Gonzaga - De pai para filho é a discussão entre os dois protagonistas antes de uma reconciliação, embaixo de um juazeiro. “O Júlio chegou no meu ouvido e disse: quero ver teu pai, aí!”. Breno Silveira, o diretor, garante que até mesmo ele, ao vê-los abraçados, encheu os olhos d’água. “Meu pai era durão. Daqueles que davam um cheiro e falavam sai pra lá”, recorda Adélio. 


 Tatiana Meira
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